O que é BIM?
BIM — do inglês Building Information Modeling — é muito mais do que um software ou uma maquete eletrônica. Trata-se de um processo colaborativo de gestão da informação ao longo de todo o ciclo de vida de uma edificação: do projeto à execução, e da execução à manutenção.
Segundo Eastman et al. (2011), BIM permite criar digitalmente um ou mais modelos virtuais precisos de uma construção, oferecendo suporte ao projeto em todas as suas fases e possibilitando melhor análise e controle do que os processos manuais tradicionais.
BIM como processo, não como ferramenta
Um equívoco comum é confundir BIM com um único software, como o Revit ou o ArchiCAD. Na realidade, a sigla pode ter dois sentidos complementares:
- Building Information Modeling — o processo de gestão colaborativa da informação
- Building Information Model — o produto, ou seja, o conjunto de modelos digitais ricos em dados
Isso significa que diferentes equipes podem usar ferramentas distintas — estruturas em TQS, arquitetura em Revit, instalações em QiBuilder — desde que todos os modelos se comuniquem em formato Open BIM (como IFC).
Os pilares do BIM na Modo Projetos
Na Modo, aplicamos BIM de forma integrada em quatro etapas principais:
1. Planejamento (BIM Mandate e BEP)
Antes de qualquer modelagem, definimos o BIM Mandate: um documento que alinha expectativas de todas as equipes, padronizando nomenclaturas, níveis de desenvolvimento (LOD) e fluxos de entrega.
Na sequência, cada projeto recebe seu BEP — BIM Execution Plan, um plano único que detalha como os modelos serão desenvolvidos, quais informações serão extraídas e como a coordenação será conduzida.
2. Desenvolvimento parametrizado
Cada elemento construtivo no modelo carrega informações reais — dimensões, materiais, custos estimados, fornecedores, especificações técnicas. Isso permite:
- Extração automática de quantitativos
- Geração de pranchas e detalhamentos consistentes
- Análises energéticas e de desempenho
3. Gerenciamento e interoperabilidade
Com os modelos conectados em uma plataforma comum (como o BIM 360 ou um servidor compartilhado), o coordenador de projetos consegue:
- Visualizar o empreendimento completo antes do início da obra
- Identificar conflitos entre disciplinas automaticamente
- Aprovar etapas com total rastreabilidade
4. Compatibilização
A compatibilização em BIM vai além da sobreposição de plantas 2D. O processo detecta automaticamente interferências físicas entre tubulações, estruturas e vedações — problemas que, em processos tradicionais, só seriam descobertos em campo, gerando retrabalho e atrasos.
Por que adotar BIM hoje?
Os números falam por si:
| Benefício | Impacto estimado |
|---|---|
| Redução de retrabalho em obra | 40–60% |
| Antecipação de conflitos de projeto | até 90% dos problemas |
| Precisão em orçamentos | +30% de acurácia |
| Redução de prazo total | 20–35% |
Além dos ganhos operacionais, o BIM já é obrigatório em licitações públicas em vários estados brasileiros, e a tendência é de expansão nacional conforme o Decreto Federal nº 9.983/2019 (Estratégia Nacional de Disseminação do BIM) avança.
Conclusão
O BIM não é o futuro — é o presente. E adotá-lo de forma consistente, com planejamento, processos bem definidos e equipes capacitadas, é o que diferencia um projeto bem-sucedido de um projeto problemático.
Na Modo Projetos, aplicamos BIM desde 2016. Se você quer entender como isso pode transformar seu empreendimento, entre em contato.